Goiás realiza I Prêmio Estadual de Educação Fiscal
Amanhã, 24 de junho, a partir de 19h30, no auditório do Conselho Regional de Contabilidade, em Goiânia, será realizado o I Prêmio Estadual de Educação Fiscal, realizado pela Affego e Sindifisco
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Amanhã, 24 de junho, a partir de 19h30, no auditório do Conselho Regional de Contabilidade, em Goiânia, será realizado o I Prêmio Estadual de Educação Fiscal, realizado pela Affego e Sindifisco
Amanhã, 24 de junho, a partir de 19h30, no auditório do Conselho Regional de Contabilidade, em Goiânia, será realizado o I Prêmio Estadual de Educação Fiscal, realizado pela Associação dos Funcionários do Fisco de Goiás (Affego) e pelo Sindicato dos Auditores Fiscais de Goiás (Sindifisco), com apoio da Coordenação de Educação Fiscal da Secretaria da Economia. Dividido em duas categorias, Escola e Instituições, o prêmio contemplará, ao todo, seis projetos voltados para a cidadania ativa e disseminação dos valores do Programa Nacional de Educação Fiscal.
José Humberto Corrêa de Miranda, coordenador de Educação Fiscal da Economia, e cuja equipe prestou consultoria técnica em todas as fases do Prêmio, assessorando produção de edital, iniciativas de divulgação e realização do evento, defende a importância desta primeira premiação de projetos goianos: “Escolas e instituições serão premiadas, mas a sociedade é a maior beneficiária de iniciativas que agregam métodos modernos de educação e de prática da cidadania ativa por meio da conscientização fiscal”, explica.
Concorrem ao prêmio escolas e instituições dos municípios de Anápolis, Aparecida de Goiânia, Catalão, Goiânia, Rio Verde, Santo Antônio do Descoberto, Senador Canedo, Trindade e Uruana. O Governo de Goiás acompanhará o prêmio, compondo a mesa diretiva por meio dos representantes da Secretaria da Economia e da Secretaria da Educação, respectivamente, Aubirlan Borges Vitoi, subsecretário da Receita Estadual da Secretaria da Economia, e Rita de Cássia, da Superintendência do Centro de Pesquisa e Formação dos Profissionais de Educação.
Comunicação Setorial - Economia
Para participar da primeira edição presencial do Encat, após dois anos de encontros virtuais, é necessário realizar um credenciamento prévio.
Para participar da primeira edição presencial do Encat, após dois anos de encontros virtuais, é necessário realizar um credenciamento prévio. As vagas são limitadas e exclusivas para servidores das administrações tributárias estaduais . O fórum se realizará na cidade de Bento Gonçalves no estado do Rio Grande do Sul. Para se inscrever é simples, confira o passo a passo.
A primeira etapa é acessar a página oficial evento (encat.sefaz.rs.gov.br). No canto inferior direito do banner da homepage será encontrado o botão “Inscreva-se”, basta clicar e logo o participante será direcionado a aba de inscrições.
Nesta etapa, serão fornecidas todas as orientações referentes ao encontro, bem como, data, horário, localização e informações sobre esta edição. Após o final da leitura completa desse conteúdo e para que a organização do evento realize o melhor trabalho possível, é necessário que os participantes efetuem uma inscrição para cada dia de seu interesse. Para isso, basta escolher as reuniões desejadas e adicionar uma unidade para cada dia que for participar.
Na parte final do da página será solicitada o nome e o email do participante, é necessário preencher para que a inscrição seja encaminhada para aprovação dos organizadores do fórum. Ao finalizar o cadastro, será gerado um comprovante de inscrição para cada reunião selecionada. O participante deverá imprimir os comprovantes e apresentá-lo no dia do evento.
O coordenador geral do Encat, Luiz Dias, aponta sobre a importância da participação dos administradores tributários dos fiscos de todo Brasil neste encontro.
“Esse é o único evento que reúne as principais autoridades tributárias dos estados para discutir os projetos para inovação dos fiscos no país. O nosso trabalho fica muito mais fortalecido quando todo grupo participa junto. Esse é o nosso objetivo, promover uma reunião onde todos consigam contribuir com suas ideias podendo formar uma parceria entre os estados para a melhoria de todas as secretarias de fazenda, além de contribuir para e do ambiente de negócios de um modo geral”, explica o coordenador geral.
Dias enfatiza ainda que existe uma necessidade imediata das administrações tributárias se modernizarem e simplificarem suas formas de trabalho.
“A economia está mudando e consequentemente estão aparecendo novas formas de realizar negócios e não tem como negar que surgem também novas formas de sonegação fiscal. Então é muito importante ter um ambiente de discussão, como o Encat, pra disseminar as melhores práticas tributária”, completa.
O Departamento Jurídico do Sindifisco-GO vai participar do V Encontro Jurídico e do XIII Encontro dos Assessores Jurídicos do Fisco Estadual e Distrital, promovido pela Fenafisco
O Departamento Jurídico do Sindifisco-GO vai participar do V Encontro Jurídico e do XIII Encontro dos Assessores Jurídicos do Fisco Estadual e Distrital, promovido pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco), nos dias 21 e 22 de junho, em Brasília (DF). Neste ano, a participação dos advogados da entidade sindical dos funcionários do Fisco de Goiás será de forma online.
O objetivo do Encontro é de aproximar as assessorias jurídicas a fim de aperfeiçoar a prestação jurisdicional aos departamentos jurídicos dos Estados — e do Distrito Federal —, em defesa dos pleitos dos servidores públicos fiscais tributários. Além disso, será uma oportunidade de conhecer posições, teses e interpretações sobre temas de interesse da sociedade, incluídos os debates sobre os impactos da utilização de novas tecnologias em todas as áreas das relações humanas e sociais, em especial da classe fiscal.
De acordo com o advogado do Departamento Jurídico do Sindifisco-GO, Thiago Moraes, tal como nos anos anteriores, a expectativa para essa edição do encontro nacional de assessores jurídicos é alta. Segundo ele, o evento se constitui em uma oportunidade ímpar de consolidar parcerias entre a Fenafisco e as assessorias jurídicas estaduais, em temas que desafiam o cotidiano político, jurídico e sindical.
“O fato de participarmos de forma remota não significa que não haverá interação, troca de experiências e informações entre os departamentos jurídicos. Estaremos acompanhando todas as palestras e debates com o mesmo afinco se estivéssemos presencialmente no evento”, ressalta Thiago Moraes.
Vice-presidente da Affego entrega convite de solenidade do 1º Prêmio Estadual de Educação Fiscal para Secretária da Economia
Atenção beneficiários do Affego-Saúde que ainda não se vacinaram contra a gripe, vem aí o Dia D da vacinação
A família da pensionista Deni Miranda Gonçalves, falecida no último dia 7 de junho, convida a todos os associados a participarem da Missa de Sétimo Dia que acontecerá nesta segunda, dia 13.
O presidente da Affego, Wilmar Pinheiro e o coordenador do GEFE, José Humberto Correa, entregaram na manhã desta terça (07),
É com imenso pesar que comunicamos o falecimento do colega Redner Teixeira de Moura, ocorrido nesta terça (07).
A 10ª edição do Prêmio Nacional de Educação Fiscal será lançada no dia 14 de junho, durante o 6° Congresso Luso-Brasileiro de Auditores Fiscais, que acontece em Salvador (BA).
A 10ª edição do Prêmio Nacional de Educação Fiscal será lançada no dia 14 de junho, durante o 6° Congresso Luso-Brasileiro de Auditores Fiscais, que acontece em Salvador (BA). O prêmio reconhece ações realizadas por escolas, instituições, imprensa e iniciativas tecnológicas que discutam e promovam a função social dos tributos, a correta aplicação dos recursos, a qualidade do gasto público e o seu retorno para a sociedade.
Organizada pela Febrafite – Associação Nacional das Associações de Fiscais de Tributos Estaduais, a iniciativa distribui prêmios em dinheiro que variam de R$ 2 mil a R$ 10 mil. Ao todo, serão distribuídos mais de R$ 60 mil em premiação.
Para Rodrigo Spada, presidente da Febrafite, o prêmio fomenta a consciência sobre a necessidade dos tributos para a vida em sociedade, bem como o controle e qualidade do gasto público.
“Ao incentivarmos estudantes, a imprensa e instituições a refletirem e debaterem sobre as questões fiscais, o que buscamos é qualificar o olhar da sociedade sobre o pagamento de impostos, é difundir o entendimento de que pagando tributos podemos exigir um gasto público racional, que devolva os recursos da sociedade na forma de serviços e investimentos”, diz.
Edição bienal
A pandemia de Covid-19 que assola o mundo desde março de 2020 causou ações na programação do Prêmio Nacional de Educação Fiscal. Como as escolas públicas sofreram mudanças radicais no seu funcionamento nos anos de 2020 e 2021 e muitas tiveram dificuldades básicas de infraestrutura para dar conta desse novo cenário, a organização do prêmio optou por suspender a edição de 2020 e postergar a de 2021, que será realizada junto com a de 2022.
Na cerimônia de premiação, que acontece no dia 30 de novembro, no auditório da Embaixada de Portugal, em Brasília, serão anunciados os vencedores da edição bienal 2021-2022, e da edição 2020, que foi suspensa no estágio de julgamento dos mais de 250 projetos inscritos de todas as regiões do país.
O Prêmio Nacional de Educação Fiscal, edição 2021-2022 é uma ação da Febrafite em parceria com a Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Controladoria Geral da União (CGU), do Grupo de Trabalho Educação Fiscal (GT66- Educação Fiscal), vinculado ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), com apoio do Ministério da Educação e das principais entidades nacionais dos Fiscos do Brasil.
Nesta edição, o Prêmio renovou a parceria com o Grupo Globo para transmitir nos canais de televisão da rede um vídeo de divulgação da iniciativa, protagonizado pela jornalista e digital influencer Maíra Azevedo, a Tia Má. Assista ao vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=_NUWGE9WTIo
O regulamento com todas as informações estão disponíveis no site www.premioeducacaofiscal.org.br
Serviço
Datas importantes
Período de inscrições: 14 de junho a 31 de agosto de 2022
Período para envio da documentação complementar: 1° a 11 de setembro de 2022
Data da premiação: 30 de novembro de 2022
Premiação
Categoria Escolas
1º lugar: R$ 10.000,00 (dez mil reais);
2º lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais);
3º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais).
Categoria Instituições
1º lugar: R$ 10.000,00 (dez mil reais);
2º lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
Categoria Imprensa
1º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais);
2º lugar: R$ 2.000,00 (dois mil reais).
Categoria Tecnologia
1º lugar: R$ 5.000,00 (cinco mil reais);
2º lugar: R$ 3.000,00 (três mil reais).
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Agora você tem até o dia 15 de junho para se imunizar contra a gripe e contra a pneumonia pelo Affego-Saúde. Mas não perca tempo, pois já chegamos às últimas unidades em estoque.
Se hoje a categoria de auditores fiscais é fundamental para o funcionamento do Estado, muito se deve ao trabalho deixado pelos pioneiros e pioneiras do Fisco
Para conhecermos um pouco da saga percorrida pelos que ajudaram a alçar o Fisco ao patamar em que se encontra atualmente, a Comunicação do Sindifisco-GO ouviu o depoimento de quatro Auditores-Fiscais aposentados. Em suas respectivas épocas, para além de ações políticas de governos, eles colaboraram enormemente, juntamente com outros auditores e auditoras aposentados, para que a sociedade goiana viesse a desfrutar de uma administração fiscal efetiva, eficiente e formada por quadros profissionais qualificados.
“Nosso maior legado foi ter deixado um ambiente mais seguro e tecnológico”
O Auditor-Fiscal aposentado Wilmar Nunes Pinheiro, atualmente é Presidente da Associação do Fisco de Goiás (Affego). Natural de Natividade (TO), ele entrou para os quadros da administração tributária goiana por meio de concurso público realizado em 1962. Administrado pelo governador Mauro Borges Teixeira, Goiás, àquela época, territorialmente falando, compreendia também o que hoje se constitui o Estado de Tocantins.
Os desafios do Fisco eram enormes na década de 1960. Wilmar Pinheiro conta que eram apenas duzentos ‘Fiscais de Renda’ — denominação do cargo de Auditor-Fiscal naquele período — para desenvolver um trabalho de natureza fiscal em um vasto território. Segundo ele não haviam recursos de informática e a locomoção entre os municípios era feita por rodovias cuja boa parte dos trechos eram em estradas sem pavimentação asfáltica, em uma época em que a população do Estado era majoritariamente rural:
Como era ser Auditor-Fiscal em sua época, e como é atualmente? Qual o paralelo entre o Fisco de ontem e de hoje?
Wilmar Pinheiro – A diferença é bastante grande. Naquela época, me lembro bem, não tínhamos nenhuma estrutura. O Fisco tinha muitas dificuldades para realizar as tarefas, até mesmo as conduções eram difíceis. Para se ter ideia, éramos os responsáveis pelo pagamento de todo o funcionalismo público, inclusive os magistrados. Era tudo manual, não tínhamos nenhum recurso de informática e elaboramos imensos relatórios. As agências de Coletorias não possuíam cofres e o transporte para se prestar contas em Goiânia era feito por meio de jipe Willis ou por Volkswagen Fusca. As ligações terrestres para a capital eram precárias, quase todas por estradas não pavimentadas. Eu como Auditor-Fiscal, na época nosso cargo se denominava ‘Fiscal de Renda’, saía pelo interior de forma bastante precária e pouco segura. Trabalhei em Formosa, por exemplo, uma região que naquela época era muito carente. Ou seja, era uma dificuldade muito grande para se trabalhar. Nós autuávamos logo de cara as empresas em débito com o Fisco. Tínhamos que ificar com um prazo de 20 dias para que o contribuinte pagasse ou entrasse com um recurso de defesa. Passado o prazo e o ificado não tivesse pagado, nós tínhamos que voltar e autuar novamente. Então era um cenário de muita dificuldade, muito diferente do Fisco de hoje.
Atualmente, a Receita Estadual tem 601 Auditores-Fiscais em ativa. Trata-se de um efetivo deficitário diante das demandas cada vez mais crescentes do Fisco. Mesmo assim, os servidores conseguem desenvolver um bom trabalho que é refletido na alta da arrecadação como o registrado no 1º trimestre de 2022. Qual é o principal legado que os Auditores-Fiscais aposentados deixaram para os atuais que estão na linha de frente?
Wilmar Pinheiro – Hoje as facilidades são imensas. Os nossos colegas Auditores-Fiscais trabalham em um ambiente informatizado e não correm os mesmos riscos que passei em minha época. Nosso trabalho era cara a cara, às vezes era comum depararmos com contribuintes violentos que nos ameaçavam até de morte. Hoje não. Graças a Deus o ambiente para se trabalhar no Fisco melhorou bastante. Nos dias de hoje os auditores não saem de casa em casa, comércio a comércio como fazíamos em meu tempo. Saíamos com uma pastinha em mãos e batíamos na porta das empresas realizando os procedimentos fiscais. O pessoal de hoje tem muito mais tranquilidade para trabalhar. Assim sendo acho que o nosso maior legado foi deixar um ambiente mais seguro e tecnológico para o Fisco. Tanto é que a arrecadação goiana atualmente tem melhorado, o que demonstra que o pessoal de hoje tem feito um bom trabalho com bastante eficiência, apesar do efetivo ser aquém do necessário. O trabalho com afinco é ótimo não somente para o Fisco, mas para a sociedade goiana em geral que depende da arrecadação para suprir as demandas de governo, como infraestrutura, saúde, educação e segurança.
“Nós, sobretudo os mais antigos, temos no Fisco uma família”
A Auditora-Fiscal aposentada Dalvina Alves Cardoso certamente pode ser considerada uma das pioneiras do Fisco. A goiana de Inhumas (GO) foi uma das aprovadas no primeiro concurso público que admitiu mulheres para compor os quadros de carreira da administração tributária goiana, no cargo de ‘Exator’. O ano era 1968, o País vivia sob o Regime Militar e Goiás era governado por Otávio Lage de Siqueira.
Além das atividades específicas do cargo, Dalvina Cardoso foi assessora no Gabinete da então Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), conselheira na Representação da Fazenda Pública e integrou o Conselho Administrativo Tributário. Ela foi professora de Legislação Tributária, ministrou aulas no Centro de Treinamento dos Funcionários do Fisco (CENTAF) e teve passagens em vários outros relevantes cargos de conselho e assessoria.
Como foi trabalhar como Auditora-Fiscal numa época em que era novidade mulheres nos quadros do Fisco?
Dalvina Cardoso – O meu concurso foi realizado em 1968 e foi o primeiro a admitir mulheres na carreira do Fisco. À época prestei concurso para o provimento do cargo de ‘Exator’, denominação nova para o então ‘Coletor de Tributos’. O nosso trabalho foi incipiente e encontramos bastante dificuldades por não termos recebido muito apoio. Éramos nós que conduzíamos a arrecadação e efetuávamos o pagamento do funcionalismo público do Estado. Então, estávamos à mercê de muitos riscos no cumprimento do serviço. Muito diferente de hoje, cujo trabalho é todo eletrônico. O trabalho atual do Fisco está bastante evoluído. Obviamente, os tempos são outros, o Estado progrediu e o Fisco acompanhou tal progresso. Não vou dizer que o trabalho das Auditoras-Fiscais atualmente é fácil. Digo que elas trabalham em um ambiente muito mais confortável se comparado ao de minha época. Fui uma das desbravadoras do Fisco e isso é para mim um motivo de muito orgulho.
Qual é a mensagem que a Sra. deixa às 139 Auditoras-Fiscais atualmente na ativa da Receita Estadual?
Dalvina Cardoso – Tudo que fazemos na vida tem que ser com amor. Quando colocamos o mais nobre dos sentimentos em nosso trabalho tudo dá certo. Nós, sobretudo os mais antigos, temos no Fisco uma família. Até porque nossa atividade nos exige muito, inclusive um isolamento de nossa família consanguínea, e de amigos que não são da classe, em razão da natureza de nosso trabalho. Portanto, aquela auditora que tem dedicação à classe, aos companheiros de trabalho, cria o que chamamos de fraternidade. A fraternidade é o melhor sentimento que devemos ter para viver neste mundo. Quando convivemos com respeito prestando solidariedade uns com os outros, colhemos bons frutos no ambiente de trabalho. Portanto deixo essa mensagem às colegas auditoras, ou seja, temos que eternizar o sentimento de fraternidade.
“A vontade de trabalhar e vencer era maior do que qualquer dificuldade”
Justino Ferreira Campos, atualmente, Diretor de Aposentados e Pensionistas do Sindifisco-GO, acredita que o otimismo é fundamental para o Auditor-Fiscal superar obstáculos inerentes ao trabalho. Aposentado do Fisco desde 1995, o goiano/tocantinense de Pium (TO) ingressou na Receita Estadual para o cargo de ‘Agente Arrecadador’ em 1976, na gestão do governador Irapuan Costa Júnior.
À época, o Fisco contava com o efetivo de 1.200 servidores. Eram 200 ‘Fiscais de Renda’, 500 ‘Fiscais-Arrecadadores’ (trabalhavam em postos fiscais e realizavam o trabalho de fiscalização de mercadorias em trânsitos) e 500 ‘Agentes Arrecadadores’, cujo trabalho era realizado nas antigas Agências de Fiscalização e de Arrecadação dos Tributos Estaduais (Agenfa). Os três cargos supracitados correspondem, atualmente, ao de Auditor-Fiscal.
Justino Campos descreve que, trabalhar na administração tributária na década de 1970, era uma grande aventura. Apesar das dificuldades e da falta de estrutura, ele relata que os Auditores-Fiscais tinham um imenso ‘espírito de corpo’ e a consciência da importância do trabalho do Fisco para a sociedade.
Qual seria o maior legado que os Auditores-Fiscais aposentados deixaram à nova geração do Fisco?
Justino Campos – Vejo que o principal legado foi termos conseguido todas as ferramentas e tecnologia disponíveis hoje. Nós trabalhamos em uma época em que não se falava em tecnologia, ou seja, era tudo manual. Por meio de nosso estudo deixamos a ferramenta para o proveito do pessoal atual do Fisco.
Como era a Receita Estadual na década de 1970? Quais eram as dificuldades do Fisco naquele período?
Justino Campos – Ingressei no Fisco em 1976. Naquela época trabalhávamos com pouca estrutura. Comecei trabalhando na delegacia fiscal de Campos Belos que era extremamente precária. Para se ter uma ideia, em alguns postos fiscais não havia sequer uma mesa para se trabalhar. As estradas eram todas de chão. A melhor viatura que tínhamos era uma Chevrolet C14. Somente depois que o Estado forneceu o Jipe Willis e, a partir daí a coisa foi melhorando. Naqueles anos nós trabalhávamos sozinhos, não contávamos com a companhia de um colega ou de um policial. Atravessei muitos rios em balsas. Cheguei a atravessar um rio a nado para buscar a balsa manual na outra margem, para atravessar a viatura. Ou seja, a dificuldade enorme. Mas contávamos com um coleguismo e companheirismo enorme. Nossa vontade de trabalhar e de vencer era maior do que qualquer dificuldade ou desafio. Havia um espírito de corpo muito grande. O Fisco naquela época tinha um efetivo grande, porém com o tempo foi diminuindo. Lamentavelmente hoje temos um quadro na faixa de 600 Auditores-Fiscais.
Qual a mensagem que o senhor deixa aos colegas Auditores-Fiscais da ativa?
Justino Campos – A principal mensagem que deixo é de otimismo, ou seja, de gostar do que faz. É preciso desempenhar a função com honestidade. O Auditor-Fiscal sem honestidade não é auditor. É preciso ter vontade de vencer, de colaborar com a sociedade e ter consciência da importância do seu trabalho para o desenvolvimento do Estado.
“Nós, os aposentados do Fisco, estamos sempre prontos para ajudar com nossa experiência”
Goiano de Carmo do Rio Verde, o Auditor-Fiscal aposentado, Hugo Maria D’assunção, atualmente é Diretor Vice-Presidente do Sindifisco-GO. Ingressou na carreira do Fisco como efetivo, por meio de concurso público, em 1984, durante a gestão do então governador Iris Rezende Machado.
O Fisco, naquela época, contava com um quadro de mais de mil Auditores-Fiscais. Ou seja, no aspecto de efetivos, era uma realidade completamente diferente da atual. Mesmo assim, os desafios de tocar a administração tributária eram hercúleos. Ao longo da carreira, Hugo D’assunção percorreu praticamente todas as regiões do Estado, com passagens por Formosa, São João d’Aliança, Inhumas, Ceres, Goianésia, Morrinhos, Catalão e Goiânia.
Como era o Fisco na década de 1980 e quais eram os principais desafios naquele período?
Hugo D’assunção – Entrei no Fisco em 1984 e nessa época praticamente dobramos a arrecadação. Nós enfrentávamos problemas sérios de locomoção pelo Estado já que muitas estradas ainda não eram asfaltadas. O território que é hoje o Estado de Tocantins pertencia a Goiás e vários Auditores-Fiscais foram lotados para trabalhar na região do Bico do Papagaio, extremo Norte do Estado. Eu mesmo trabalhei em Porto Nacional, atualmente, um município tocantinense. Acredito que nossos colegas da ativa estão mais tranquilos nesse sentido, de locais de lotação. Vejo que, apesar dos problemas que ainda temos no Fisco, o nosso pessoal tem feito muito e ajudado o Estado a arrecadar bastante. Acredito que as bases e os fundamentos para o bom trabalho desenvolvido hoje teve seus alicerces plantados pelos esforços dos Auditores-Fiscais aposentados. Parabéns aos colegas da ativa! Nós, os aposentados do Fisco, estamos sempre prontos para ajudar com nossa experiência.
Além do número de efetivo, quais outras diferenças entre o Fisco de quando o Sr. entrou para o de hoje?
Hugo D’assunção – Não podemos fazer essa comparação porque hoje temos instrumentos e ferramentas de trabalho informatizado. A informática é o maior diferencial, com softwares que ajudam bastante o trabalho do Fisco. Cada época tem sua particularidade, ou seja, não tem como comparar. Digo que os valores são os mesmos. A influência do Fisco na sociedade e a importância do trabalho que é fundamental para prover o Estado de benfeitorias na saúde, educação e segurança, além do custeio da máquina pública estadual, não deixam de ser semelhantes.
Agora você tem até o dia 15 de junho para se imunizar contra a gripe pelo Affego-Saúde.
É com imenso pesar que comunicamos o falecimento de Maria Tereza de Oliveira Assunção, ocorrido no último dia 27 de maio.
O Planejamento Estratégico do Sindifisco-GO 2022-2032 foi apresentado na última sexta-feira (20/05) no espaço para eventos do Hotel Golden Lis, localizado no Setor Santa Genoveva, na capital goiana.
O Planejamento Estratégico do Sindifisco-GO 2022-2032 foi apresentado na última sexta-feira (20/05) no espaço para eventos do Hotel Golden Lis, localizado no Setor Santa Genoveva, na capital goiana. O encontro, que foi precedido por um café da manhã, teve a participação de Auditores-Fiscais da Receita Estadual convidados e do Diretor-Presidente da entidade sindical dos funcionários do Fisco, Paulo Sérgio dos Santos Carmo. Integrantes da diretoria do sindicato também marcaram presença, tal como o Diretor Jurídico e de Defesa Profissional, Cláudio Modesto, o Diretor Administrativo Guilherme Bessa Parmigiani, a Diretora Financeira Ioga de Oliveira Lara e a Diretora de Comunicação Iris Borges.
Além da apresentação do novo modelo de gestão do Sindifisco-GO, o evento contou com a participação especial da professora e advogada paranaense, Adriana da Costa Ricardo Schier, que ministrou a palestra “Fortalecimento e Autonomia do Fisco – Lei Orgânica”. Segundo ela, que também é consultora jurídica, é preciso viabilizar a mobilização dos servidores da Receita Estadual em relação à pauta da autonomia da administração tributária. “Sem um Fisco autônomo não há um ambiente de estabilidade e segurança”, enfatiza.
Adriana Schier argumenta que, por meio da autonomia, em um médio e longo prazo, a Receita Estadual também servirá como gestão de governo, na dotação de recursos que garantem a prestação de serviços públicos, como criação de infraestrutura, desenvolvimento social, econômico e ambiental. De acordo com ela, uma administração tributária autônoma é mais eficiente e arrecada mais e melhor, e isso efetivamente gera um impacto positivo à sociedade em geral, evitando ingerência de agentes políticos nos tratos dos assuntos administrativos tributários:
“Isso pode parecer em um primeiro momento que estamos discutindo uma pauta corporativa de servidor e de sindicato. Entretanto, na realidade, é um tópico que se vincula à uma questão cidadã de incrementar a receita pública para que o Estado desempenhe seu papel de provedor do desenvolvimento”, ressalta.
Superar desafios
A palestrante ressalta que o Sindifisco-GO, olhando numa perspectiva jurídica, possui uma estrutura muito bem consolidada. O sindicato do Fisco goiano tem como exemplo a lei que regulamenta a carreira dos Auditores-Fiscais que, segundo ela, é de vanguarda e traz algumas prerrogativas que são defendidas pela Federação Nacional do Fisco Estadual e Distrital (Fenafisco). No entanto, ela defende que a entidade precisa colocar em cena alguns desafios que a pandemia trouxe, como a desmobilização do servidor do Fisco em razão do trabalho remoto:
“Sem a mobilização de classe, os grandes temas e debates, além da situação funcional individual, ficaram em segundo plano. Isso é um desafio a ser superado e o Sindifisco-GO faz um excelente trabalho nesse sentido”, conclui Adriana Schier.
Planejar é preciso
A segunda parte do encontro, após a palestra Adriana Schier, foi dedicada à apresentação do Planejamento Estratégico do Sindifiso-GO para o período de 2022 a 2032. Paulo Sérgio Carmo explicou que, desde 2021, a entidade sindical do Fisco vem se conscientizando da importância de se pensar o futuro de modo estruturado. Segundo ele, o planejamento de gestão tem a intenção de melhorar continuamente os processos gerenciais do sindicato na condução dos pleitos da categoria. “Sabendo-se aonde se quer chegar, o Sindifisco-GO envidará esforços rumo ao seu alvo, podendo atuar de forma mais eficiente, eficaz e efetiva”, ressalta.
“Temos um planejamento amplamente trabalhado por meio de um processo que contou com a participação de mais de 80 auditores. Pudemos consolidar por meio da consultoria Brainstorming Consultoria, e apresentar estratégias que implementaremos para reposicionar a nossa classe. Não somente a entidade sindical, mas a própria figura do Auditor-Fiscal precisa participar dos próximos passos que é a execução das estratégias e a aplicação dos recursos necessários”, destaca.
O que o SINDIFISCO-GO planejou para os próximos 10 anos
1) Aperfeiçoar a comunicação da atuação do Auditor-Fiscal
2) Defender a autonomia e promover a valorização do auditor-fiscal
3) Garantir os recursos adequados para a execução da estratégia do Sindifisco-GO
4) Promover o desenvolvimento e engajamento dos Auditores-Fiscais
5)PREVALÊNCIA DA DEFESA DOS DIREITOS E INTERESSES DO FILIADO
A Affego promoveu no último fim de semana, 21 e 22 de maio, o 2º Torneio de Tênis em duplas, evento que reuniu associados da Affego e seus familiares
Agora você tem até o dia 30 de maio para se imunizar contra a gripe pelo Affego-Saúde.
O Departamento de Esportes da Affego promoverá nos dias 21 e 22 de maio, o 2º Torneio de Tênis em duplas
O clínico Daniel Henrique Cândido da Silva atende todas as terças-feiras, das 8h30 às 12 horas, no Ambulatório Marco Antônio de Castro, do Affego-Saúde.